Cegonhas rasgando os céus!
Amigos, muito amigos, mais que amigos, todos trabalhando bem pra encher este planeta de gente bacana.
Primeiro foi o casal bi-nacional. Chileno e Lê no arremate de 2005 comunicaram aos quatro cantos que estavam grávidos. E ainda estão.
No mês de Agosto, se Deus quiser, Mel vai chorar alto pra anunciar a esta Sanja o seu nascimento. Mistura maneira vai ser esta menina crepúsculo-chilena. Que mix!! O nervo-preocupado-ultraligado da mãe com a calma-laissez faire do pai. O consulado do Chile e a vó da Mel, dona Vera, vão se unir pra espocar os fogos da alegria natal.
De Goiás, primo Zé Augusto e sua darling Anapaula —assim mesmo, tudo junto— ligam pra avisar que a dinastia “Augusto” vai perdurar por mais algumas décadas. Os grávidos do pequi garantem que o venerável sufixo “Augusto” —que segundo mestre Houaiss quer dizer “que merece respeito, reverência; magnífico, majestoso, solene”— vai estar gravado no nome do rebento que vai nascer no fim deste ano. Se for “rebenta”, a menina não vai carregar um “Augusta”, que não soa muito bem. Os primos garantem que, neste caso, a literalidade augusta vai ficar de lado, mas o conceito augusto vai estar latente, qualquer que seja o nome escolhido.
Zé Augusto, o quase-papai, é mais que um primo, é um amigo desde as eras imberbes. Somos afins no humor cáustico e em algumas preferências lítero-jornalísticas, além da devoção-mor pelo mito Dona Fiuca, que vem a ser avó deste escriba e madrinha do primo-pequi. Só não entendo essa mania que tem o primo de correr grandes distâncias. De se exercitar! De manter a forma! Argh!
E tem mais Zé. O Zé Pedro que muitos desta Sanja conhecem, sei lá o porquê, como Tibúrcio.
O Zé, em muitos aspectos, foi um pai que eu não tive depois dos seis anos. Com o Zé viajei, com o Zé fui ao Morumbi pela primeira vez, com o Zé tomei minhas primeiras biritas. Do Zé levei algumas broncas e dele recebi aqueles conselhos tão comuns —e importantes— pra quem entra na adolescência. Tudo bem que a minha paternidade precoce revela que os conselhos não adiantaram muito. Só um irrelevante detalhe. Ele falou, eu é que não ouvi.
Sábado destes, só pra variar, estávamos festando no Solar do Tibúrcio. Uma suculenta feijoada espantava o friozinho de outono.
Lá pelas tantas, Elisana, essa moça ímpar que atura os fricotes e manias do marido, aterrissa na comilança pra noticiar que, depois de cinco décadas pajeando amigos e os filhos dos outros, o Zé vai ter uma cria própria pra lamber. A tia Áurea, do alto dos seus 90, vai ser vovó, gente!
Zé, meu querido primo e amigo, muito aprendi com você, mas sinto informá-lo que nessa história de ser pai a cátedra ainda está lá na Tereziano Vallim.
Crepusculares espalhados pelo globo, ouçam: depois de arrasar nos anos 70 com um Dodge Dart verde abacate, depois de ditar moda com tamanco “Dr. Scholl” e terno quadriculado “Mário Fofoca”, o Zé Pedro vai ser pai. E eu digo isso com muita alegria e orgulho.
Ps: Leitores incomodados com tanto viés pessoal na crônica, por favor, relevem as particularidades, olhem para seus filhos e louvem essa maravilha que é o milagre permanente das gerações.
|
||||
|
||||